Americanos estão menos otimistas

Os Estados Unidos não param de ter baixas também no front econômico: otimismo baixo e consumo sem crescimento. Segundo a Universidade de Michigan, a confiança dos consumidores americanos melhorou no final de março, em relação ao levantamento feito em meados do mês, mas continua no menor nível desde setembro de 1993. O índice de sentimento do consumidor ficou em 77,6 pontos no final do mês, pouco acima do nível de 75 registrado na pesquisa feita há duas semanas. No final de fevereiro, o índice era de 79,9. Os comentaristas ressaltam que essa melhora em relação ao índice de duas semanas pode ser atribuída à esperança de que a guerra no Iraque fosse rápida no momento em que a pesquisa foi realizada. "Suspeito que se a sondagem fosse feita hoje, já se veria uma queda maior, porque o avanço dos americanos no Iraque se desacelerou", disse a economista-chefe da RBS Greenwich Capital Markets, Jade Zelnik. Outro sinal que está preocupando os analistas é que em fevereiro, pelo segundo mês consecutivo, não houve alteração nos gastos com consumo. Quando se faz o ajuste de inflação de fevereiro, nota-se que o consumo recuou 0,4%, informou o Departamento do Comércio. Os analistas estão atribuindo essa estagnação a tempestades de neves que caíram nos EUA no mês passado e às preocupações com a guerra e o desemprego. "A criação de empregos é necessária para revitalizar o crescimento do consumo, tomara que isso ocorra quando a guerra acabar", disse o economista-chefe da UBS Warburg, Maury Harris. Uma boa notícia para a economia foi que a renda pessoal dos americanos cresceu 0,3% em fevereiro, aumentando o poder de compra. Mas os analistas têm duvidas se eles vão consumir ou poupar. O consumo representa dois terços do PIB do país. A perda na confiança e as incertezas nos cenários geopolíticos abalaram as bolsas americanas. Ontem, o índice Dow Jones recuou 0,68% e o Nasdaq, 3,63%. Na semana, as perdas foram de 4,4% no Dow Jones e 3,6% no Nasdaq.Veja o especial :

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