Jumana El Heloueh/Reuters
Jumana El Heloueh/Reuters

Americanos libertados de prisão no Irã reencontram familiares

ainda não há, porém, previsão para que Josh Fattal e Shane Bauer voltem para os Estados Unidos

Associated Press

22 Setembro 2011 | 18h02

MASCATE - Os dois americanos libertados de uma prisão iraniana na quarta-feira passaram o primeiro dia fora das celas em reuniões fechadas com seus familiares nesta quinta-feira, 22, no que foi descrito como um "alegre reencontro" no Omã. Josh Fattal e Shane Bauer foram capturados na região da fronteira com o Iraque em 31 de julho de 2009, onde, segundo dizem, estavam fazendo uma caminhada.

 

"Tudo que queremos agora é envolver Shane e Josh em nossos braços, resgatar os dois anos perdidos e criar um novo começo para eles e para todos nós", declararam as famílias dos americanos em comunicado oficial. À rede de televisão CBS, o cunhado de Bauer, Nate Lindstrom, disse que "todos estão muito felizes de estarem juntos agora". a esposa dele, Nicole, está em Omã com os demais parentes.

 

Não há previsão para a dupla e seus familiares retornarem aos Estados Unidos, mas Sarah Shourd, que havia sido detida junto com os dois na região fronteiriça e foi libertada em 14 de setembro do ano passado, passou dias no Omã antes de pisar de novo em solo americano. Na prisão, Sarah foi pedida em casamento por Bauer.

 

O Ministério das Relações Exteriores do Irã disse que a libertação dos dois homens foi um gesto de misericórdia islâmica e uma resposta aos pedidos de líderes mundiais como o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, os presidentes do Iraque, Jalal Talabani, da Venezuela, Hugo Chávez, e o líder do Omã, o sultão Qaboos bin Said al-Said.

 

Em agosto último, Fattal e Bauer haviam sido condenados a oito anos de prisão cada um por entrada ilegal no Irã e espionagem. A fiança para a libertação dos dois custou US$ 1 milhão.

 

O presidente americano, Barack Obama, afirmou que a notícia é "maravilhosa". "Estamos emocionados. É um dia maravilhoso para eles e para nós", declarou.

 

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