Americanos prestam homenagem a vítimas de ataque no Arizona

Casa Branca, Congresso e Bolsa de Nova York tiveram um minuto de silêncio; Câmara dos Representantes suspendeu debates da semana.

BBC Brasil, BBC

10 de janeiro de 2011 | 16h54

Cerimônia na Casa Branca foi acompanhada por 300 pessoas

Os americanos prestaram homenagens nesta segunda-feira às vítimas do ataque ocorrido no sábado na cidade de Tucson, no Arizona, que deixou seis mortos e 14 feridos.

Em frente à Casa Branca, o presidente Barack Obama e a primeira-dama Michelle pediram um minuto de silêncio pelos mortos e feridos, entre eles a deputada federal democrata Gabrielle Giffords.

A cerimônia foi acompanhada por cerca de 300 funcionários da Casa Branca.

O luto também foi observado no Congresso e na Bolsa de Valores de Nova York. A Câmara dos Representantes (deputados federais) suspendeu os debates previstos para esta semana.

Em todo o país, bandeiras dos Estados Unidos foram içadas a meio-mastro.

Giffords

Até o fim da manhã, Giffords, de 40 anos, atingida com um tiro na cabeça, permanecia internada em estado grave.

Os médicos que cuidam da deputada dizem estar otimistas com sua possibilidade de recuperação e afirmam que ela já consegue responder a comandos simples.

Segundo o neurocirurgião-chefe do Centro Médico Universitário de Tucson, Michael Lemole, o inchaço no cérebro da deputada se estabilizou.

O autor dos disparos, Jared Loughner, de 22 anos, deve comparecer a um tribunal em Phoenix ainda nesta segunda-feira.

Loughner abriu fogo contra a deputada durante um evento político realizado do lado de fora de um supermercado.

Segundo testemunhas, após atingir a deputada, Loughner começou a atirar contra as dezenas de pessoas que participavam do evento.

O ataque só parou quando Loughner foi contido por pessoas que estavam no local.

Acusações

Loughner responde até o momento por uma acusação de tentiva de assassinato contra um membro do Congresso (Giffords), duas de assassinato em primeiro grau e duas de tentativa de assassinato.

Essas são acusações de responsabilidade de promotores públicos federais, referentes aos casos em que as vítimas trabalham para o governo.

Autoridades estaduais devem apresentar acusações relacionadas às outras vítimas.

Caso seja considerado culpado, Loughner pode ser condenado à morte.

Segundo as autoridades, Loughner não cooperou com as investigações e reivindicou seu direito de permanecer em silêncio.

Investigadores que trabalham no caso dizem acreditar que ele agiu sozinho e que o ataque contra Giffords foi premeditado.

Ex-colegas de Loughner o descreveram como "obviamente perturbado".

Ele já havia postado diversas mensagens contra o governo na Internet.

Pouco antes do ataque, ele publicou um post em que dizia: "Adeus, amigos. Queridos amigos, não fiquem bravos comigo".

Mortos

Entre os mortos no ataque estão o juiz federal John Roll, de 63 anos, Christina Taylor Green, 9, e um assessor de Giffords, Gabe Zimmerman, 30.

Segundo seus pais, Christina - que nasceu em 11 de setembro de 2001, dia dos ataques da Al-Qaeda contra os Estados Unidos - tinha muito interesse por política e havia sido eleita para o conselho estudantil de sua escola.

Ela havia sido levada pelos pais ao evento para aprender mais sobre o governo.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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