Americanos teriam disparado contra civis líbios, diz canal

Militares dos EUA negam envolvimento; incidente teria ocorrido durante missão de resgate

estadão.com.br

22 de março de 2011 | 16h05

TRÍPOLI - Seis civis líbios teriam sido baleados por um helicóptero dos EUA que fazia uma missão de resgate em um campo próximo a Benghazi, informou nesta terça-feira, 22, um emissora britânica, citada pelo canal árabe Al-Jazira. Os americanos negaram o envolvimento de suas tropas no incidente.

 

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Os civis baleados estão no hospital, e um deles corre o risco de ter a perna amputada devido ao ferimento. De acordo com o canal, o helicóptero participava de uma missão para resgatar os dois tripulantes do caça F-15 Strike Eagle acidentado na noite da segunda-feira.

 

Segundo uma testemunha, a tripulação do helicóptero disparou contra os civis para resgatar os pilotos do caça. Os dois americanos, que se ejetaram antes da queda da aeronave, estão bem e fora do país, informaram os militares. O F-15E realizava bombardeios na cidade de Benghazi quando caiu, aparentemente por defeitos próprios, e não por ação das tropas leais ao ditador Muamar Kadafi.

 

De acordo com o Channel 4 News, que reportou o caso, um policial afirmou que o tiroteio assustou os líbios, "que planejavam entregar o piloto se houvesse chance". Um dos feridos, ouvido no hospital, afirmou que os civis estavam comemorando a ação internacional quando os americanos abriram fogo.

 

Um porta-voz dos militares americanos negou "100%" que os civis tenham sido baleados. Antes, um almirante não rejeitou os relatos, mas o caso ainda não foi confirmado oficialmente.

 

Uma coalizão formada por EUA, França, Reino Unido, Itália, Canadá, Qatar, Noruega, Bélgica, Dinamarca e Espanha deu início no sábado, 19, a uma intervenção militar na Líbia, sob mandado da resolução 1973 do Conselho de Segurança das Nações Unidas. A medida prevê a criação de uma zona de exclusão aérea na Líbia e a tomada de "quaisquer medidas necessárias" para impedir o massacre de civis pelas tropas de Kadafi, que está no poder há 41 anos e enfrenta um revolta há mais de um mês.

 

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