Americanos votam sobre temas polêmicos

Os eleitores de diversos Estados norte-americanos decidiram nesta terça-feira sobre uma série de medidas às quais se opuseram energicamente seus representantes eleitos, desde a legalização da maconha em Nevada até a supressão do imposto de renda em Massachusetts, passando pela divisão de Los Angeles em três cidades separadas.Das 202 propostas colocadas a votação em 40 Estados, algumas das mais notáveis são fruto de campanhas dos próprios eleitores, e enfrentam oposição enérgica dos governadores, da polícia e de outras autoridades locais.Até mesmo o diretor da luta antidrogas da Casa Branca, John Walters, aderiu à campanha contra as propostas para legalizar a posse de pequenas quantidades de maconha em Nevada, e de legalizar o narcótico no Arizona.Em Ohio, o governador Robert Taft opunha-se a uma medida que pedia aos juízes que ordenassem tratamento médico e psicológico em vez de prisão a quem cometer delitos não violentos envolvendo drogas, em primeira e segunda instâncias.Em Dakota do Sul, juízes e políticos fizeram campanha contra uma proposta ousada que permitiria aos acusados dizer ao júri que uma lei não merece obediência. Conhecida como "desqualificação de jurado" e proibida em todos os Estados, a prática permitiria ao acusado argumentar que uma lei não tem mérito, ou não é aplicável em seu caso.No âmbito financeiro, os representantes eleitos em Arkansas e Massachusetts alertaram para as conseqüências da eliminação dos principais impostos.Outra proposta energicamente combatida pelas autoridades era a secessão do Vale de San Fernando e de Hollywood da cidade de Los Angeles. O prefeito James Hahn, na esperança de derrotar ambas as medidas, disse que proporá uma lei estadual que impeça futuras tentativas de separação.Eleição na FlóriaOs eleitores da Flórida, que esperavam um bom andamento nestas eleições, após o caos nas duas últimas, depararam-se com filas rápidas na manhã de hoje. Mas os funcionários eleitorais advertiram que o grande número de votantes poderia provocar alguma demora durante o dia.Dois anos atrás, a recontagem de votos na Flórida levou ao adiamento da proclamação do resultado da eleição presidencial, vencida por George W. Bush, por cinco semanas. O Estado respondeu com uma revisão de US$ 32 milhões do sistema eleitoral, que incluiu a instalação de máquinas de votação direta.Mas em setembro, problemas com as máquinas e o treinamento dos funcionários eleitorais, particularmente nos condados (municípios) de Miami-Dade e Broward, adiaram por uma semana os resultados das primárias democráticas para governador.Desde então, funcionários eleitorais trabalharam desesperadamente para aumentar o treinamento e acrescentaram centenas de postos de trabalho para resolver os problemas das máquinas. Os dois condados também determinaram locais onde as pessoas puderam votar mais cedo."Está muito melhor do que na última vez, em setembro", disse o professor aposentado Woodard Vaught, de 69 anos, em um centro de votação em Miami. "Agora você só precisa ler."A ex-secretária de Justiça Janet Reno, que perdeu as primárias democratas para governador, esperou com outras 40 outras pessoas para votar em um subúrbio de Miami. Nas primárias, ela teve de esperar bastante, pois as máquinas não estavam prontas. "Foi fácil", disse Reno, que fez campanha nas últimas semanas para Bill McBride, que tentava vencer o governador republicano Jeb Bush, irmão do presidente.

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