Amigos para Venezuela vão se reunir no início de março

O Grupo de Amigos para a Venezuela se reunirá no próximo dia 10, pela segunda vez desde sua criação, enfrentando um clima de animosidade contra os países que o integram. Em nota divulgada ontem pelo Itamaraty, o grupo manifestou seu "total repúdio" aos atentados cometidos na última terça-feira contra as embaixadas da Colômbia e da Espanha, em Caracas. Tratam-se de dois dos cinco membros do Grupo, instituído em janeiro para apoiar a missão do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), César Gavíria, de promover uma solução negociada para a crise política daquele país.Na nota, o Grupo ainda deixou clara sua insatisfação com os rumos tomados pelo governo Hugo Chávez e a oposição, que retomaram as críticas recíprocas nos últimos dias, e pediu moderação a ambos os lados. Desastrosa para as negociações que Gavíria tenta, a custo, estabelecer entre os dois setores, a situação renasceu depois de a Justiça venezuelana ter decretado a prisão de líderes oposicionistas, por conta da greve geral que haviam organizado entre dezembro de 2002 e janeiro.Esses dois fatos serão tópicos prioritários da agenda dos cinco sócios - Brasil, que coordena o Grupo, Estados Unidos, Colômbia, Espanha e Portugal - no dia 10 de março. "O Grupo preocupa-se com a ocorrência de quaisquer fatos ou atitudes que possam ter influência negativa no processo de criação de confiança entre o governo venezuelano e a oposição, e reitera o chamamento para que moderem a retórica e evitem recriminações mútuas."O texto reitera que o Grupo continuará a "encorajar" o entendimento entre o governo venezuelano e a oposição, uma vez que essa fórmula é tida como a única saída capaz de assegurar uma solução pacífica, democrática, constitucional e eleitoral para a crise no país. "É importante que (os dois lados) exerçam vigilância para que prevaleça a moderação, nos termos da Declaração contra a Violência, pela Paz e a Democracia na Venezuela", disse a nota, referindo-se ao documento de "trégua" assinado pelo governo e a oposição no último dia 18.

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