Amorim: Brasil não é negligente com questões vizinhas

O chanceler brasileiro Celso Amorim voltou a afirmar que o governo não está sendo negligente com os problemas relacionados à América Latina e desempenha um papel importante na mediação de conflitos na região. "O Brasil tem a capacidade de se interessar e de tentar ajudar (na América Latina), contrariamente, talvez, até ao desejo de alguns brasileiros", disse. Amorim está em viagem por Israel e pelos territórios palestinos.

AE, Agência Estado

28 de julho de 2010 | 11h14

Em entrevista a rede BBC, Amorim respondeu às críticas de que o Itamaraty vem sofrendo por causa de sua suposta incapacidade de mediar a crise entre Venezuela e Colômbia enquanto se envolve na negociação nuclear iraniana. "No Brasil, (os críticos) são pessoas que não conseguem compreender que, sem nenhuma megalomania ou exagero, o Brasil tem um tamanho e uma grandeza no cenário internacional", afirmou.

Segundo o ministro das Relações Exteriores, a atuação nos casos do Irã e dos vizinhos não são excludentes. "Uma coisa não interfere na outra. Pelo contrário, o prestígio internacional do Brasil nos ajuda também a trabalhar na região." Amorim encerrou sua sexta visita ao Oriente Médio após uma reunião com a líder da oposição israelense, Tzipi Livni, e um almoço de trabalho com seu colega Avigdor Lieberman. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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