Amorim: Brasil pode ajudar no diálogo entre EUA e Irã

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que o Brasil pode ajudar no diálogo entre os Estados Unidos e o Irã. Amanhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem encontro bilateral com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. "Os países têm de reconhecer que o Irã, como qualquer país do mundo, tem direito à tecnologia nuclear para fins pacíficos", afirmou Amorim, em entrevista coletiva em Nova York. "Se houve problema de credibilidade e precisa de inspeção especial, isso é algo que tem de ser discutido", reconhece.

NALU FERNANDES, Agencia Estado

22 de setembro de 2009 | 20h53

Ahmadinejad já negou diversas vezes a existência do holocausto. Amorim afirmou que o Brasil sempre foi "claríssimo em condenar qualquer tentativa de negar o holocausto". "Esta é nossa posição. Lamentamos cada vez que isso ocorre, pois não contribui para um bom clima nas negociações de paz", ponderou.

O ministro, no entanto, não demonstra qualquer preocupação relacionada ao encontro com o presidente iraniano. Ele também lembra que Lula se ofereceu para ir a Israel, e o país não pode aceitar a data na ocasião. "Isso são coisas que acontecem", avaliou. Qualquer visão em contrário, argumenta ele, "é uma má percepção".

O encontro marcado para amanhã tem duração prevista de meia hora. "Será curto. Serve mais para marcar outra reunião", comentou Amorim. O ministro brasileiro avalia que as mortes ocorridas durante as eleições no Irã preocupam, mas avalia que soluções militares tentadas no passado "foram desastrosas". Temos de conversar", avalia.

Amorim afirma que o Brasil "não manda recado de ninguém", mas avalia que pode ajudar a estabelecer diálogos entre os países. "Na realidade já temos feito isso", acrescentou. Ele estima que a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, deve visitar o Brasil ainda este ano e reitera a disposição do presidente Barack Obama vir ao País, mas não citou uma previsão para a visita.

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