Amorim: Brasil quer garantias no caso de bases militares

O Brasil está disposto a escutar as explicações da Colômbia sobre o possível acordo militar entre Washington e Bogotá para que soldados norte-americanos usem bases militares colombianas. No entanto, o Brasil quer a garantia de que o acordo não comprometerá a segurança dos países da região, disse, hoje, o chanceler Celso Amorim. "É preciso construir uma garantia jurídica que possa dar tranquilidade de que não acontecerá um uso desses equipamentos, desses efetivos, de maneira que comprometa a segurança da região".

AE, Agencia Estado

14 de agosto de 2009 | 20h44

O anúncio da Colômbia de que negocia um acordo militar com os Estados Unidos como parte de uma estratégia de luta contra a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o narcotráfico provocou uma série de questionamentos dos líderes da região, que marcaram uma reunião extraordinária da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) para 28 de agosto, em Bariloche, Argentina. As reações mais contrárias partiram da Venezuela e do Equador, que já vivem longas crises diplomáticas com a Colômbia.

Hoje, Amorim realizou uma visita oficial ao Peru que incluiu uma reunião com o presidente Alan García para avaliar temas da agenda bilateral Brasil-Peru e a assinatura de acordos de cooperação em benefício de populações amazônicas fronteiriças de ambos os países. "É possível encontrar caminhos para o entendimento", disse o chanceler do Peru, José Antonio García Belaúnde, sobre a questão.

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