Amorim: Brasil quer volta imediata de Zelaya a Honduras

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse hoje que o governo brasileiro quer a volta imediata do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, ao seu país, "por meios pacíficos". Em entrevista no Itamaraty, depois de receber o chanceler israelense, Avignor Lieberman, Amorim disse que os golpistas que destituíram Zelaya "têm de entender que há um clamor da comunidade internacional" para que o presidente deposto volte a Honduras.

EUGÊNIA LOPES, Agencia Estado

22 de julho de 2009 | 18h49

"O Brasil é totalmente a favor da volta do presidente de Honduras. Evidentemente, queremos que isso se realize por meios pacíficos", disse o ministro, ao argumentar que "raramente viu um assunto internacional com tanta unanimidade. "Os únicos que estão pensando diferente são os que deram o golpe em Honduras. Então, eles têm de perceber que a humanidade inteira, que os governos todos estão pensando de maneira diferente", afirmou Amorim.

Ele lembrou que os Estados Unidos, a União Europeia e países da América Latina e do Caribe já se posicionaram contra a expulsão por forças militares hondurenhas de Zelaya e, em represália, já determinaram a suspensão de ajuda a Honduras. Há 25 dias, Zelaya foi expulso de Honduras por forças militares e, agora, tenta voltar ao País.

Tudo o que sabemos sobre:
HondurasgolpeCelso Amorim

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.