Fernando Bizerra Júnior/Efe
Fernando Bizerra Júnior/Efe

Amorim condena expansão de colônias de Israel em Jerusalém

Ao lado do ministro das Relações Exteriores alemão, chanceler se junta a condenação internacional à medida

DENISE CHRISPIM MARIN, Agencia Estado

10 de março de 2010 | 16h43

Os ministros das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, e da Alemanha, Guido Westerwelle, condenaram hoje a decisão de Israel de expandir seus assentamentos em territórios palestinos. Para Amorim, a decisão de Israel não contribui para a paz e é lamentável que ocorra justamente no momento de negociação entre os dois lados.

"Somos absolutamente contra e deploramos a expansão dos assentamentos. Especialmente neste momento. (Essa iniciativa) não é alvissareira". Segundo Amorim, a decisão de Israel tornará a negociação ainda mais difícil. "É expressão de setores que não querem a paz", disse.

A seu lado, o ministro de Relações Exteriores da Alemanha afirmou que a iniciativa de Israel é seriamente preocupante. "A decisão de ampliar os assentamentos é um sinal errado em um momento errado", disse Guido Westerwelle. E completou: "Essa decisão não é de pouca importância, mas de grande preocupação".

 

Repercussão internacional

 

O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, condenaram a decisão de Israel de construir mais casas em colônias da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental. Para ambos, que se encontraram nesta quarta-feira, 10, em Ramallah, o passo israelense compromete as negociações de paz indiretas mediadas pelos EUA. Países europeus e a ONU também se posicionaram contra a medida.

 

A França uniu-se às condenações e considerou a decisão "inoportuna" e "ilegal". "A França condenação o projeto anunciado pelo Ministério de Interior israelense para a construção de 1.600 casas em Jerusalém Oriental", declarou à imprensa um porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores.

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