Amorim defende atuação brasileira na questão do Irã

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, rebateu as críticas à atuação do governo brasileiro na questão do programa nuclear do Irã. Em discurso de paraninfo a uma turma de formandos do Instituto Rio Branco, no Palácio do Itamaraty, Amorim disse que é uma velha opinião achar que o Brasil precisa pedir licença para atuar no cenário internacional. Na avaliação dele, questões envolvendo o Irã e países do Oriente Médio, por exemplo, estão muito mais próximas dos brasileiros do que os críticos imaginam.

LEONÊNCIO NOSSA E DENISE CHRISPIM MARIN, Agência Estado

20 de abril de 2010 | 16h18

Amorim citou recente atentado no Líbano, quando morreram brasileiros. Ele ressaltou que o Brasil tem compromisso com os direitos humanos, repudia a tortura e apoia a democracia. "Neste caso (programa nuclear do Irã), o Brasil não é pró Estados Unidos, nem pró Irã. O Brasil é pró paz, contra armas nucleares e a favor de uma solução pacífica e negociada", afirmou.

Ele disse que a atuação brasileira nas discussões internacionais não tem bravata e nem é quixotesca. Amorim afirmou que, se não houver uma solução pacífica e negociada no caso do Irã, o mundo poderá ter uma tragédia igual à que ocorreu no Iraque, com sanções impostas pelos países, especialmente os Estados Unidos, ao regime de Saddam Hussein.

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