Amorim defende volta de Zelaya ao poder

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, reafirmou hoje a posição do governo brasileiro pela restituição ao poder do presidente deposto de Honduras Manuel Zelaya.

TÂNIA MONTEIRO, Agencia Estado

13 de outubro de 2009 | 18h40

"A posição oficial não é do Brasil é da OEA. É de todos os membros da OEA, é de restituição (ao poder) do presidente Zelaya. Agora, as condições precisas e as datas, isso faz parte da negociação que está havendo. Nós achamos positivo que haja negociação. Na realidade, nós sempre achamos que a presença do presidente Zelaya em Tegucigalpa sob a proteção da Embaixada do Brasil ajudaria no diálogo. Agora precisa ver e deixar os hondurenhos conversarem e chegarem às suas conclusões", afirmou.

Amorim voltou a defender a posição do governo brasileiro de autorizar o abrigo de Zelaya na embaixada brasileira em Tegucigalpa."Eu sempre sou otimista. Desde o início fui otimista e continuo otimista. Acho que fizemos a coisa certa que dá condições para que exista esse diálogo. Agora vai depender da flexibilidade. Na minha opinião depende mais da flexibilidade do governo de facto. O presidente Zelaya já demonstrou muita flexibilidade. Eu acho que nessa altura temos que deixar que os hondurenhos conversem e acho que esse é o melhor caminho."

Visita

Amorim confirmou hoje a visita ao Brasil do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. Segundo Amorim, Ahmadinejad virá a Brasília em 23 de novembro, para uma visita de chefe de Estado.

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