Amorim descarta entrar em Conselho por subserviência

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, defendeu enfaticamente o acordo com o Irã. Indagado por jornalistas se a iniciativa brasileira poderá comprometer o almejado ingresso do País no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), respondeu: "Se para ser membro do Conselho, tiver que ter uma posição subserviente, é melhor não ser". Amorim falou com jornalistas durante o Terceiro Fórum Aliança de Civilizações das Nações Unidas, no Rio.

JACQUELINE FARID, Agência Estado

28 Maio 2010 | 19h39

Ele também disse que seria "infantil" da parte do governo dos Estados Unidos se a negociação brasileira com o Irã atrapalhar as relações do Brasil com os norte-americanos. "O Brasil tem intensas e excelentes relações com os Estados Unidos e continuaremos a ter. Mas você não pode adotar uma política de que quem não está comigo, está contra mim. Você tem que agir de acordo com as suas convicções. Eles não podem impor a nos violentar a nossa consciência", afirmou.

Amorim argumentou também que o Brasil e a Turquia, parceira no acordo com o Irã, tiveram apoio internacional. "Não trabalhamos num vácuo. Turquia e Brasil são países responsáveis e discutimos essa questão com sócios, parceiros, amigos e não tão amigos. Inclusive com os Estados Unidos, tudo foi reiterado ate o ultimo grau. Havia um encorajamento internacional para continuarmos a desenvolver o acordo".

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