Amorim diz desconhecer novas versões sobre Betancourt e as Farc

O chanceler do Brasil, Celso Amorim, asseguou desconheceernovas versões da imprensa de seu país segundo as quais a guerrilha colombiana estava disposta a libertar a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, em troca da entrega de dinheiro e ajuda médica para o chefe rebelde Raúl Reyes. ?Não tenho informação sobre esse assunto. Ainda não me disseram nada. Nossa posição é a de trabalhar com o governo colombiano. Não fazemos nada que possa afetar de maneira direta ou indireta nossa relação com o governo colombiano?, indicou Amorim nesta sexta-feira em Bogotá. Segundo o jornal O Globo, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) iam entregar Betancourt a uma delegação francesa na selva brasileira. Em troca, os franceses teriam que ajudar Reyes, que estaria gravemente enfermo. Familiares da ex-candidata presidencial, que está seqüestrada há um ano e cinco meses, chegaram a ir este mês a Manaus, no Amazonas, para assistir à libertação - que acabou não acontecendo. Soube-se que um avião Hércules C-130 francês aterrissou em Manaus em apoio ao processo de libertação, o que provocou um incidente diplomático com o Brasil. Astrid Betancourt, irmã da política seqüestrada, explicou hoje que esse era um avião-ambulância enviado pela França para dar assistência a Ingrid, que estaria doente. O chanceler brasileiro foi à Colômbia para tratar de aspectos da segurança comum com as autoridades locais no âmbito da primeira reunião bilateral contra a criminalidade e o terrorismo. Ele deverá reunir-se hoje com a ministra de Relações Exteriores da Colômbia, Carolina Barco, para abordar temas de caráter comercial, político e de segurança na fronteira entre os dois países, informou a agência de imprensa estatal colombiana. Amorim já se reuniu na quinta-feira à noite com o presidente Alvaro Uribe, com quem discutiu aspectos da agenda bilateral. Em várias oportunidades, os militares colombianos denunciaram a entrada ilegal de armas através da fronteira com o Brasil, que seriam trocadas por drogas com os guerrilheiros locais.

Agencia Estado,

25 Julho 2003 | 15h41

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