Amorim e Jobim criticam cerco diplomático a Teerã

Amorim e Jobim criticam cerco diplomático a Teerã

O Brasil manteve a posição contrária a uma nova resolução com sanções ao Irã no Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas, apesar da pressão norte-americana. Os ministros brasileiros da Defesa, Nelson Jobim, e das Relações Exteriores, Celso Amorim, defenderam mais negociações na área diplomática antes de levar a questão para o órgão máximo da Organização das Nações Unidas (ONU).

AE, Agência Estado

13 de abril de 2010 | 08h24

A questão nuclear iraniana foi debatida entre Jobim e o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, em encontro no Pentágono para a assinatura de acordo militar entre os dois países. "Eu disse a ele que temos de esgotar as conversações", declarou Jobim.

Tanto o ministro da Defesa brasileiro quanto Amorim tentaram deixar claro que a posição do Brasil é contra o Irã possuir armas nucleares, mas respeita o direito de os iranianos desenvolverem um programa nuclear para fins pacíficos. "Como o Brasil, o Irã pode enriquecer o urânio até 20%", que é o necessário para usinas de energia atômica e pesquisas médicas, mas insuficiente para a fabricação de armas, acrescentou Jobim.

Assim como o ministro da Defesa, Amorim disse que o Brasil não deve assinar o protocolo adicional do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), que permitiria mais inspeções nas instalações nucleares brasileiras. "Isso seria invasivo", disse o chanceler. "É um desrespeito à soberania", afirmou, por sua vez, Jobim. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Tudo o que sabemos sobre:
programa nuclearIrãAmorimJobim

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.