Governo de Israel/Divulgação/AP
Governo de Israel/Divulgação/AP

Amorim elogia libertação de Shalit e crê em melhora de relações

Ministro da Defesa diz que acordo representa passo positivo para retomada de negociações de paz

estadão.com.br

18 de outubro de 2011 | 12h39

PARIS - O ministro da Defesa, Celso Amorim, disse nesta terça-feira, 18, que a libertação do militar israelense Gilad Shalit em troca de mil prisioneiros palestinos representa uma boa notícia para o futuro das negociações de paz no Oriente Médio, informou a agência de notícias AFP.

 

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Ao lado do chanceler da França, Gérard Longuet, Amorim, avaliou que a troca dos prisioneiros - parte de um acordo fechado entre Israel e a facção radical palestina Hamas - "é um bom sinal". "Toda ação como essa, como a libertação de prisioneiros, é um bom sinal", disse o ministro, ex-chanceler do governo brasileiro.

 

Apesar de considerar a medida um passo importante rumo às conversações de paz no Oriente Médio, o ministro não se pronunciou sobre a possibilidade de o Brasil receber presos palestinos que devem ser liberados por Israel.

 

Na sua opinião, o ministério de Relações Exteriores que deve fazer essa avaliação. Ele lembrou, ainda, da posição favorável do Brasil com relação ao reconhecimento do Estado Palestino.

 

Pelo mundo

 

Além do Brasil, outros governos se pronunciaram sobre a troca de Shalit pelos palestinos. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, disse esperar que o processo de paz entre israelenses e palestinos ganhe novo fôlego com as libertações

 

O chanceler da Itália, Franco Frattini,  afirmou que a libertação “abre uma página de esperança” para a paz no Oriente Médio. Na França, o presidente Nicolas Sarkozy disse que a libertação de Shalit é “um grande alívio para o país”. A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, também se disse aliviada agora que o militar está de volta ao seu lar.

 

Dos 477 presos que libertados, 137 voltarão às suas casas na Faixa de Gaza, 96 irão para a Cisjordânia e 14 para Jerusalém Leste. Já 204 deles serão deportados para Síria, Turquia, Catar e Jordânia. A segunda leva, de 550 detendos, será libertada em dezembro..

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