Amorim: mundo sem armas nucleares ainda é 'miragem'

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse hoje que o Brasil não quer ser mediador entre os Estados Unidos e o Irã e assegurou que o real propósito do País é defender o desarmamento nuclear mundial. Amorim fez discurso nesta tarde na Organização das Nações Unidas (ONU) durante a 8.ª Conferência Mundial do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), realizada na sede da entidade em Nova York. O ministro afirmou que o objetivo do TNP, de criar um mundo livre de armas nucleares, "continua sendo pouco mais que uma miragem".

LUCIANA XAVIER, Agência Estado

03 Maio 2010 | 18h43

Amorim disse aos jornalistas, após seu discurso, que a conversa com a secretária de Estado dos EUA , Hillary Clinton, foi "respeitosa". No encontro realizado nesta tarde, Amorim contou que Hillary perguntou sobre a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Irã, de 15 a 17 de maio. Segundo o ministro, os dois países ficaram de conversar após a viagem de Lula. Amorim disse que em nenhum momento ficou irritado com o encontro com a secretária, embora tenha parecido ficar contrariado ao final da reunião.

Amorim disse ainda que, durante sua viagem ao Irã, pediu que o país fosse mais flexível e desse mais detalhamento sobre o enriquecimento de urânio à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), confirmando o propósito de fins pacíficos.

Amorim minimizou também o discurso duro feito pelo presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, durante a Assembleia da ONU. Ahmadinejad disse que os Estados Unidos é que deveriam ser fiscalizados, uma vez que foram eles que já usaram uma bomba atômica, e não o Irã. Para Amorim, o discurso de Ahmadinejad é apenas "retórica" e o mais importante no momento são as iniciativas do Irã daqui em diante.

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