Amorim nega que caso do Irã fez Lula cancelar viagem para cúpula do G-20

Segundo chanceler, presidente deixou de ir para o Canadá por conta das chuvas no nordeste

Tânia Monteiro, da Agência Estado

25 de junho de 2010 | 12h19

BRASÍLIA - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, negou nesta sexta-feira, 25, que o cancelamento da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Toronto, para a reunião do G-20, esteja relacionado com o fato da Organização das Nações Unidas (ONU) ter decretado sanções contra o Irã, contrariando a posição brasileira, que tentou, sem sucesso, um acordo.

 

Amorim negou também que o cancelamento poderia ser sido provocado pelo G-8, que também se reúne em Toronto, e que, além do tema Irã, pretende discutir questões relativas à Coreia do Norte. "Primeiro, que o Irã não vai ser discutido no G-20, que trata de temas econômicos. O G-8 é o G-8, e nós não temos nada a ver com o G-8. Não somos do mesmo clube", disse.

 

O ministro reafirmou que o motivo do cancelamento da viagem foram as chuvas no Nordeste. Segundo ele, Lula ficou impressionado com o que viu na visita às cidades de Pernambuco e Alagoas. "O presidente está chocado com a destruição", resumiu Amorim. "Ele (Lula) deseja ficar no Brasil acompanhando as medidas que têm sido tomadas em relação aos problemas das enchentes no Nordeste."

 

Amorim justificou que o G-20 terá temas estritamente econômicos e que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que representará o presidente, "obviamente está mais do que capacitado a tratar de todos os temas". Segundo Amorim, a reunião deste fim de semana do G-20 é preparatória de uma reunião mais importante do grupo, que será realizada na Coreia, no fim do ano.

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