Amorim participará de reunião de apoio ao Líbano em Paris

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, participará na quinta-feira (25), em Paris, da Conferência Internacional de Apoio ao Líbano, uma iniciativa do governo francês para promover ações de longo prazo para a reconstrução daquele país. O chanceler deverá anunciar, em Paris, o financiamento adicional de US$ 1 milhão para projetos brasileiros de reconstrução física do Líbano. Também vai reiterar o compromisso do Brasil de prosseguir com a cooperação para a recuperação do país, que foi devastado pelos bombardeios de Israel em meados de 2006. De acordo com nota divulgada nesta quarta-feira pelo Itamaraty, o Brasil foi o único país latino-americano convidado para essa conferência.A posição do Brasil de aliado na reconstrução do Líbano reflete as demandas da comunidade libanesa no País e as fortes ligações entre os dois países em mais de um século de relações diplomáticas. Mas igualmente atende aos interesses de companhias brasileiras de atuar nos projetos de recuperação do país - negócio agora facilitado pela linha de crédito de US$ 1 milhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) O compromisso de colaboração do Brasil já havia sido apresentado diretamente ao governo libanês durante a visita de Amorim a Beirute no dia seguinte ao cessar-fogo, em meados de agosto passado. No final daquele mês, na Conferência Internacional de Doadores para o Líbano, realizada em Estocolmo (Suécia), Amorim anunciou a contribuição voluntária de US$ 500 mil para as ações emergenciais de reconstrução no Líbano, conduzidas por meio de um Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).Na seqüência, em outubro de 2006, o governo brasileiro enviou uma missão de cooperação para cinco áreas distintas - agricultura, saúde, educação, formação profissional e setor bancário (tecnologia bancária, fundos de garantia e operações de microcrédito). Mas a medida de maior impacto tomada pelo governo brasileiro foi a operação de resgate de 3.000 brasileiros e libaneses que viviam no Líbano na época dos ataques israelenses, em junho e julho.

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