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Amorim reafirma que oferta de asilo à iraniana Sakineh foi oficial

Chanceler contrariou declarações de embaixador de Teerã, que negou ter recebido pedido formal

REJANE LIMA, Agência Estado

12 de agosto de 2010 | 18h53

O Ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, disse nesta quinta-feira, 12, que não iria ficar "discutindo, fazendo polêmica com o embaixador do Irã" por conta do caso envolvendo a iraniana Sakineh Ashtiani, de 43 anos, condenada a apedrejamento por adultério e por suposto homicídio de seu marido.

 

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especialESPECIAL - Caso Sakineh Ashtiani

 

Hoje, o embaixador do Irã no Brasil, Mohsen Shaterzadeh, negou em entrevista à Agência Brasil que o governo brasileiro tenha feito uma oferta formal a Teerã de "asilo humanitário" à Sakineh.

Segundo Amorim, embora Shaterzadeh tenha falado "tudo que falou na melhor das intenções", a oferta de "asilo humanitário" feita pelo Brasil foi, sim, de forma oficial.

 

"O presidente Lula fez pronunciamentos públicos por mais de uma vez. Em seguida, nosso embaixador em Teerã comunicou o pronunciamento. Ao comunicar, ele reiterou a disposição brasileira. Por isso, para nós, é uma comunicação oficial, não é preciso mais nada", afirmou o ministro, que se irritou ao ser questionado se o Itamaraty reiteraria a oferta por conta do desentendido.

"Eu já falei o que tinha que falar sobre isso", disse o ministro, que foi a Santos receber da Câmara Municipal a Medalha de Honra ao Mérito Bráz Cubas. Nascido em Santos, Amorim viveu apenas dois anos no município, mas afirmou que a cidade para ele significa "muito mais que um retrato na parede".

 

Há cinco anos, a viúva Ashtiani, mãe de dois filhos, foi condenada à morte por apedrejamento sob a acusação de adultério e ter mantido relações sexuais com dois homens. Ela e a família negam as acusações. O advogado dela, Mohammad Mostafaei, recebeu asilo na Noruega. Ele tenta levar a família, alegando que todos correm riscos no Irã.

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