Amorim: reunião da ONU é sinal para governo de facto

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, tem expectativa de que a convocação da reunião de urgência do Conselho de Segurança (CS) da ONU seja um sinal para o governo de facto de Honduras, indicando que "há limites além dos quais eles não podem passar sem enfrentar sérias consequências". As avaliações foram feitas pelo ministro nesta noite de terça-feira, em Nova York, depois da divulgação da carta enviada para o CS.

NALU FERNANDES, Agencia Estado

22 de setembro de 2009 | 23h20

A carta, em nome do Brasil, foi divulgada depois da reunião de emergência a Organização dos Estados Americanos (OEA), realizada à tarde na sede da Missão do Brasil na ONU, em Nova York. Entre os participantes da reunião, convocada pelo secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, estava o subsecretário dos EUA para as Américas, Thommas Shannon. De acordo com Amorim, Shannon disse, no encontro, que a situação em Honduras "é perigosíssima". Na opinião do brasileiro, a situação em Tegucigalpa continua "muito volátil".

O ministro diz que a ideia é que o secretário Insulza tente ir nesta quarta-feira para Honduras. "Depende naturalmente de meios logísticos, depende dos aeroportos estarem abertos", ponderou. Segundo o chanceler, o objetivo da carta ao Conselho de Segurança da ONU é "tratar das questões que dizem respeito à segurança da embaixada, do próprio pessoal brasileiro, mas também da segurança do próprio presidente eleito, legítimo de Honduras e por isso pedimos esta reunião urgente".

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