Amorim: sem abrigo, Zelaya poderia ter estar morto

O ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou que o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, poderia ter sido sofrido alguma violência por parte do governo hondurenho de facto se o Brasil não o tivesse abrigado na sua embaixada, em Tegucigalpa. "Não sei o que teria acontecido. Ele teria sido preso, ou talvez morto, ou talvez estaria em uma serra planejando uma guerra civil, uma insurreição", disse Amorim.

CAROL PIRES, Agencia Estado

29 de setembro de 2009 | 19h57

Segundo o chanceler, o Brasil, ao abrigar Zelaya, está favorecendo o encaminhamento de uma "decisão pacífica". "Estamos conseguindo evitar o pior. Nenhum dos seguidores de Zelaya praticou um ato de violência sequer", disse o ministro.

Hoje, no entanto, Zelaya, conclamou seus seguidores a protestarem contra os atos de repressão do governo de facto a veículos de comunicação oposicionistas. "Eu convoco a resistência às ruas para exigir que os órgãos de mídia tirados do ar retomem suas transmissões", declarou Zelaya em entrevista coletiva concedida hoje na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa.

Derrubado durante um golpe militar em 28 de junho, Zelaya retornou clandestinamente a Honduras na semana passada e refugiou-se na embaixada brasileira na capital do país. Com informações da Dow Jones.

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