Amre Moussa explicará ao Sudão plano árabe

O plano árabe é frente à acusação contra Bashir

EFE,

20 de julho de 2008 | 05h05

O secretário-geral da Liga Árabe, Amre Moussa, viaja neste domingo a Cartum para explicar aos responsáveis sudaneses o plano adotado no sábado, pela organização para enfrentar a acusação de genocídio contra o presidente sudanês, Omar Hassan Ahmad al-Bashir. O anúncio foi feito em comunicado divulgado durante a noite de sábado pela Liga Árabe, após uma reunião extraordinária dos ministros de Exteriores do grupo, que foi solicitada pelo Governo sudanês. A nota adverte para "os perigosos efeitos que terá sobre o processo de paz no Sudão" o pedido de detenção apresentado na segunda-feira passada pelo procurador-geral do Tribunal Penal Internacional (TPI), Luis Moreno Ocampo, contra Bashir, após acusá-lo de crimes de guerra região de Darfur, no oeste do Sudão. Os chefes da diplomacia árabe destacaram o profissionalismo, a independência e a capacidade dos tribunais sudaneses ao aplicar a justiça. Nesse contexto, rejeitam "toda tentativa de politizar os princípios da justiça internacional para usá-la em menosprezo da soberania, da unidade e da estabilidade dos países". Por último, pedem a Moussa que prossiga com seus contatos com a ONU e a União Africana para garantir uma mobilização comum com o objetivo de conseguir a paz e a reconciliação em Darfur. É a primeira vez que o presidente de um país membro da Liga Árabe questiona as acusações do TPI, ao qual o Sudão preferiu não se integrar. O conflito de Darfur começou em janeiro de 2003, quando dois grupos armados se rebelaram contra o Governo pela situação de pobreza na qual se encontrava imersa esta região.

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