Amsterdã quer reduzir prostituição e venda de drogas

Autoridades de Amsterdã disseram neste sábado que irão reduzir à metade o número de prostíbulos e lojas de maconha no distrito "vermelho" da cidade e áreas adjacentes. A cidade anunciou planos para limpar a área há um ano e, desde então, 109 "vitrines" de sexo, das quais prostitutas atraem clientes, foram fechadas. A nova medida pretende reduzir o número de vitrines para 243, de 482 no último ano, afirmou um porta-voz da prefeitura. Amsterdã também quer fechar metade das 76 lojas de maconha no centro da cidade. "Lavagem de dinheiro, extorsão e tráfico de seres humanos são coisas que não se vêem na superfície, mas elas estão machucando as pessoas e a cidade. Queremos combater isso", afirmou o vice-prefeito de Amsterdã, Lodewijk Asscher a Reuters. "Nós ainda podemos ter drogas e sexo, mas de um jeito que mostre que a cidade está sob controle." A prostituição foi legalizada nos Países Baixos em 2000 e sua política de drogas, uma das mais liberais na Europa, permite a venda de maconha e a posse de menos de 5 gramas da droga. Mas a linha mais dura de Amsterdã faz parte de uma tendência mais abrangente nos Países Baixos. Duas cidades holandesas perto da fronteira com a Bélgica querem fechar todas suas lojas de maconha para combater o turismo da droga e o crime. O distrito vermelho de 800 anos em Amsterdã precisa diversificar e tornar-se uma vitrine histórica da cidade, disse Asscher. "Essa é uma parte agradável e antiga da cidade. Podemos atrair diferentes grupos de turistas", afirmou.

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