Suliman el-Oteify/AP
Suliman el-Oteify/AP

Análise das caixas-pretas de avião que caiu no Sinai sustenta tese de atentado, diz fonte

Segundo fonte próxima às investigações, o voo ocorreu de maneira normal quando 'subitamente tudo acaba', fato que apoia a ideia de 'descompressão explosiva'

O Estado de S. Paulo

06 de novembro de 2015 | 16h15

PARIS - A análise das caixas-pretas do avião que caiu na Península do Sinai, no Egito, matando os 224 a bordo, sustenta a hipótese de o acidente ter sido causado por um atentado, anunciou nesta sexta-feira, 6, uma fonte próxima às investigações.

Segundo dados obtidos por essa fonte, “tudo acontece de maneira normal, absolutamente normal durante o voo e subitamente tudo acaba”, um fenômeno que sustenta a tese de uma “súbita descompressão explosiva”.

Nesta manhã, o jornal britânico The Times divulgou que informações interceptadas por agentes de inteligência americanos e britânicos sugerem a explosão de uma bomba na aeronave. A tese foi desenvolvida a partir de uma operação conjunta dos serviços secretos dos dois países, que "utilizaram satélites para detectar comunicações eletrônicas" entre membros do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) na Síria e no Egito, explica o jornal, que não cita fontes.

O presidente americano, Barack Obama, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, falaram abertamente na quinta-feira sobre a suspeita de uma bomba a bordo do avião. Moscou e Cairo qualificam esta hipótese de especulação.

Mesmo assim, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou hoje a suspensão dos voos do país ao Egito até que as causas da queda do Airbus A-321 sejam conhecidas. Além disso, ele instruiu as autoridades a repatriarem os russos que estiverem na cidade turística de Sharm el-Sheikh, local onde caiu a aeronave.

Segurança. O Departamento de Segurança Interna dos EUA vai pedir o reforço da segurança, possivelmente nesta sexta-feira, em certos aeroportos estrangeiros que possuem voos diretos para destinos americanos, segundo reportagem da rede ABC News, citando autoridades de aviação e do governo.

Além desses pedidos, medidas de segurança em discussão incluem melhor visualização de bagagens nos maiores aeroportos dos EUA, informou a rede de TV, citando as autoridades.

Grã-Bretanha e Egito estão trabalhando em conjunto para viabilizar a retirada dos cerca de 20 mil turistas britânicos que estão no balneário de Sharm el-Sheikh. Um porta-voz de Cameron afirmou que a "situação é complicada, mas fluida" depois de a companhia britânica de baixo custo easyJet acusar o governo egípcio de proibir 8 dos 10 voos que a empresa planejava realizar nesta sexta-feira. /AP, REUTERS, AFP e EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.