EFE/CHRISTOPHE PETIT TESSON
EFE/CHRISTOPHE PETIT TESSON

Análise: Franceses dizem nas urnas se apoiam agenda de Macron

Eleições também serão um reflexo de como os eleitores estão vendo o atual cenário político

O Estado de S.Paulo

12 de junho de 2017 | 05h00
Atualizado 12 de junho de 2017 | 05h00

Quando Emmanuel Macron estava em campanha presidencial, ele apresentou um ambicioso plano para mudar o que muitos disseram ser pilares intocáveis da França – benefícios da aposentadoria e proteções trabalhistas, por exemplo – de modo a tornar o país mais competitivo. 

Quando se elegeu e começou a formar seu gabinete para levar seus planos adiante, muitos questionaram se Macron teria apoio suficiente no Legislativo para aprovar sua agenda. Ontem, os franceses votaram no primeiro turno das eleições para a Assembleia Nacional para dizer, essencialmente, se apoiam Macron e seus planos.

Com o colapso dos partidos tradicionais e a rápida ascensão do República em Marcha, criado há um ano, as eleições legislativas caminham para ser tão históricas quanto a 5.ª República”, disse Marc Abélès, professor de antropologia política da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais.

As primeiras eleições legislativas foram realizadas sob Charles de Gaulle, o herói da 2.ª Guerra que foi eleito presidente em 1958. Como no caso de De Gaulle, as eleições de ontem determinarão o apoio ao programa do presidente recém-eleito. 

As eleições também serão um reflexo de como os eleitores estão vendo o atual cenário político. Segundo as pesquisas, há uma ampla e profunda desilusão com os socialistas e os republicanos – os tradicionais partidos de esquerda e de direita –, assim como com a extrema direita, representada pela Frente Nacional.

 

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