JIM WATSON / AFP
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Análise: Presidente Trump enfrentará barreira no Congresso a plano orçamentário

Orçamentos propostos pelos líderes americanos são resumos da política adotada por eles

Carl Hulse / NYT, O Estado de S. Paulo

01 de março de 2017 | 05h00

Como muitos presidentes anteriores, Donald Trump apresentou um projeto de orçamento ousado. Mas como um executivo acostumado a fazer as coisas a sua maneira, ele provavelmente vai descobrir, como ocorreu com seus antecessores, que os orçamentos finais com frequência têm pouca semelhança com os apresentados originalmente depois de passarem pelo crivo do Congresso.

Os orçamentos propostos pelos presidentes são importantes como um resumo da política adotada e das metas orçamentárias. São principalmente manifestos políticos do que a Casa Branca espera realizar – e o que faria se fosse a sua maneira. O orçamento de Trump também é uma forma de enviar ao eleitorado a mensagem de que ele pretende cumprir sua promessa de campanha de cortar gastos e ao mesmo tempo ampliar as Forças Armadas.

Gastos militares continuam populares e atingem muitos distritos eleitorais, o que incentiva parlamentares a aprová-los. Os democratas têm insistido que qualquer aumento de despesas no Pentágono tem de coincidir com gastos maiores em programas domésticos. Mas Trump pretende elevar as despesas militares e compensar o aumento com cortes nos programas domésticos – o que deverá ser rejeitado pelos democratas e por alguns republicanos.

Alguns republicanos da Câmara inicialmente se mostraram contra um aumento de gastos com o Pentágono, que consideram desperdício de verba. O senador John McCain, que preside a Comissão de Serviços Armados do Senado, no entanto, alega que a Casa Branca não está destinando verba nova suficiente para as Forças Armadas. Algum aumento de gasto com o Pentágono é possível, mas não está claro se ele será o suficiente para satisfazer a Trump e aos falcões republicanos. E não será aprovado com facilidade. / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

 

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