ANÁLISE-Prévia de New Hampshire marca volta por cima de McCain

Chegou a hora de reescrever oobituário político de John McCain, 71, nesta campanhapresidencial. A vitória do pré-candidato à Presidência dos EUA nasprévias de New Hampshire, na terça-feira, significa que a vagado Partido Republicano continua totalmente indefinida dez mesesantes de os EUA escolherem seu novo líder. "Ele regressou dos mortos", afirmou Mark McKinnon, assessorde McCain, ao canal Fox News. "Fizemos isso com cuspe e cola,sem dinheiro nenhum." Seis meses atrás, McCain era tido como uma carta fora dobaralho. Sem verbas, o pré-candidato sofria críticas por darapoio à guerra no Iraque e aos planos do governo de concederpara imigrantes ilegais acesso à cidadania norte-americana. "Hoje à noite, mostramos a eles o que é dar a volta porcima", afirmou McCain a simpatizantes depois de canais de TVdos EUA terem projetado a vitória dele. "Mac is back" (Mac estáde volta), gritava a multidão. As prévias de New Hampshire aconteceram depois das de Iowae representam o segundo estágio do processo realizado Estado aEstado para escolher os candidatos democrata e republicano àeleição de novembro, da qual sairá o sucessor do presidenteGeorge W. Bush. Se eleito para a Casa Branca, McCain se tornaria a pessoamais velha a conquistar um primeiro mandato presidencial. O ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, que novamenteficou em segundo lugar, como tinha ocorrido em Iowa na semanapassada, saiu de New Hampshire abalado. Ele agora precisavencer em Michigan, no dia 15 de janeiro. O terceiro lugar conquistado pelo ex-governador do ArkansasMike Huckabee mostrou as limitações do pré-candidato. Huckabeevenceu em Iowa com o apoio dos cristãos evangélicos e agoravolta sua atenção para a Carolina do Sul, que realiza suasprévias no dia 19 de janeiro. O ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani continua sumido. Giuliani, o candidato que promete combater o terrorismo commedidas duras, não se saiu bem em New Hampshire ou em Iowa. Masvem apostando na Flórida e em Estados grandes como Nova York ea Califórnia, que votam no dia 5 de fevereiro. "Isso significa que a disputa (entre os republicanos)continua totalmente indefinida", disse Whit Ayres, umespecialista em pesquisas que trabalha para o PartidoRepublicano. McCain é um político irrequieto que costuma desobedecer àliderança tradicional dos republicanos, incluindo Bush. Opré-candidato nunca retrocedeu em seu apoio à guerra no Iraque,mas criticou duramente a estratégia anterior elaborada peloentão secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld. O Iraque deveria ser o calcanhar de Aquiles de McCain. Odestino, no entanto, mostrou-se benevolente. O envio, pelos EUA, de mais soldados ao territórioiraquiano levou àquele país estabilidade suficiente paratirá-lo das primeiras páginas dos jornais norte-americanos. Assim, McCain passou a declarar a política um sucesso do"eu te disse" e um motivo pelo qual os EUA não devem retrocederem sua luta contra o extremismo islâmico.

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