Análise: resultado eleitoral americano é imprevisível

O presidente George W. Bush e seu principal adversário, John Kerry, estão virtualmente empatados no Colégio Eleitoral que decide a eleição presidencial americana,numa luta tão apertada pelos votos de oito a dez Estados que tudo é possível nesta terça-feira, data da eleição. Depois de meses e meio bilhão de dólares gastos em campanha, o pleito americano segue ao sabor de eventos tão inesperados quanto o mais recente vídeo de Osama bin Laden. "Em tempos normais, os eleitores que a esta altura continuam indecisos votam contra o candidato à reeleição", disse o especialista em pesquisas eleitorais Steve Mitchell. "No entanto, estes não são tempos normais. Este é um tempo de guerra". As pesquisas mostram o país dividido ao meio ou com uma pequena tendência a favor de Bush, mas o voto popular não define a eleição. A presidência irá para quem conseguir 270 votos eleitorais no colégio, de 538 eleitores, designados pelos Estados. Segundo uma análise da Associated Press, 26 Estados dão firme apoio a Bush ou inclinam-se a favorecê-lo, contando com 222 votos eleitorais. Kerry tem 16 Estados, mais o Distrito de Colúmbia, para um total de 211 votos. Em resumo: Bush precisa de 48 votos no Colégio. Kerry, 59. Os 105 votos eleitorais ainda sem dono estão em oito dos Estados mais divididos: Flórida, Ohio, Nevada, Pennsylvania, Wisconsin, Iowa, Minnesota e Novo México. Dois outros Estados têm uma leve preferência por Kerry - Michigan e New Hampshire. A situação é delicada: bastaria uma variação de 3 a 4 pontos porcentuais na votação geral para que um dos candidatos ganhe no colégio sem a maioria do voto direto, repetindo a eleição que levou Bush à Casa Branca em 2000.

Agencia Estado,

31 Outubro 2004 | 09h27

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