Análise: Surge esperança para o conflito

Ao que tudo indica, todos os ingredientes estão prontos para uma solução da violência na Ucrânia. Na semana passada, o novo presidente ucraniano, Petro Poroshenko, declarou trégua unilateral que recebeu o apoio do presidente russo, Vladimir Putin, e da República Popular de Donetsk, separatista. O ex-presidente Leonid Kuchma está desempenhando o papel de mensageiro nas conversações entre governo e rebeldes, o que permite a Poroshenko manter (tecnicamente) sua promessa de não negociar com rebeldes que têm sangue nas mãos. Em outro passo rumo a uma redução da violência, Putin renunciou a seu direito de enviar tropas para a Ucrânia. Mas, por outro lado, não há nenhum indício concreto de que os combates tenham sido suspensos. Putin fez o anúncio poucos dias depois de a Otan afirmar que estaria havendo nova concentração de tropas. Ele declarou seu apoiou ao acordo de trégua, que implicaria a saída da Ucrânia de militantes favoráveis à Rússia, dias após o chanceler, Sergei Lavrov, compará-la a uma "limpeza étnica".

Joshua Keating, SLATE

28 de junho de 2014 | 02h03

Como existe a possibilidade de estarem sendo preparadas novas sanções internacionais, Putin aparentemente estaria desempenhando o improvável papel do bom guarda neste conflito, apoiando a reconciliação e a paz, enquanto os rebeldes pró-Rússia continuam combatendo com o tácito apoio de Moscou. Além disso, alguns grupos rebeldes podem ter-se tornado fora da lei - membros do Exército Ortodoxo Russo, se irritaram com o fato de Putin dar e alternadamente tirar seu apoio.

Em todo caso, a boa notícia é que o cenário pior - uma invasão russa total - agora é considerado improvável. Mas o caos na Ucrânia ainda parece distante de uma solução. / TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA

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