Evan Vucci / AP
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Análise: Trump e a empáfia de quem se considera invencível

Pressão de Trump e de seu advogado pessoal Rudy Giuliani para influenciar o líder ucraniano revela um presidente convencido de que é invencível

Philip Rucker, Robert Costa e Rachael Bade / W. POST, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2019 | 05h30

WASHINGTON - Quando o depoimento do procurador especial Robert Mueller enterrou em 24 de julho a esperança democrata de um impeachment, o presidente americano, Donald Trump, disse não haver conluio e pediu reparação das acusações de que ele tinha conspirado com a Rússia para vencer a eleição.

No dia seguinte, Trump possivelmente agiu em conluio com outro país nas eleições de 2020, pressionando o presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, para descobrir informações contra o ex-vice-presidente Joe Biden

A pressão de Trump e de seu advogado pessoal Rudy Giuliani para influenciar o líder ucraniano revela um presidente convencido de que é invencível. Aparentemente, ele não estava só disposto, mas ansioso para usar o vasto poder dos EUA para prejudicar um adversário político, confiante de que ninguém irá impedi-lo. 

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Enquanto a investigação de Mueller não colocou Trump diretamente envolvido nas atitudes russas para prejudicar a eleição de 2016, o presidente foi um participante ativo do episódio ucraniano, que veio a público após uma denúncia anônima de um funcionário de inteligência do governo americano. 

O escrutínio em torno do telefonema trouxe novos riscos para a presidência de Trump e pode levar alguns deputados na Câmara a abrir procedimentos de impeachment contra o republicano. 

A frustração dos democratas com sua inabilidade em controlar Trump e sua conduta está começando a aumentar. Muitos dizem que o sistema de freios e contrapesos não tem funcionado, e mesmo as cortes não tomam decisões acertadas. O sentimento de Trump de estar acima da lei é reforçado pelo tempo de mandato.

Ele tentou se livrar da investigação da Rússia sem enfrentar as consequências. Usou o governo para lucrar com seus negócios e bloqueou a habilidade do Congresso de supervisioná-lo, também sem consequência. 

Agora ele supostamente usou dinheiro público e a força militar americana para extorquir um governo estrangeiro e forçá-lo a investigar um opositor político. Não está claro quais consequências ele enfrentará, nem se isso de fato vai ocorrer.

 

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