Tom Brenner/NYT
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Análise: Um salva-vidas para os senadores republicanos

Trump pode não acreditar nas pesquisas, mas colegas de partido deveriam fazer uma leitura menos iludida

Jennifer Rubin*, The Washington Post

30 de setembro de 2020 | 04h00

Se o mapa eleitoral de Joe Biden continuar se ampliando, não haverá um caminho viável para Donald Trump conseguir os 270 votos no colégio eleitoral. Os Estados de Wisconsin e Michigan já parecem fora do alcance. O ponto de interrogação era a Pensilvânia. Não é mais. 

Biden nunca esteve atrás de Trump na Pensilvânia e aparece à frente nas últimas pesquisas, com 9 pontos de vantagem. Não deveria ser surpresa. Em 2016, aprendemos que esses três Estados se movem em conjunto. Se Biden ganhar os três, acabou. Ele teria 278 votos. 

Biden ainda tem uma pequena vantagem no Arizona e é competitivo na Flórida, Geórgia, Carolina do Norte, Iowa e Ohio – todos Estados que Trump ganhou em 2016. Cada vez mais, a questão não é quem vai ganhar, mas qual o tamanho da vitória do democrata.

Trump pode não acreditar nas pesquisas, mas os senadores republicanos deveriam fazer uma leitura menos iludida do colapso do presidente. Alguns têm a reeleição em risco. Basta olhar para o senador Lindsey Graham pedindo dinheiro para sua campanha na Carolina do Sul.

O que os republicanos podem fazer? Aprovar um pacote de estímulo, se distanciar dos ataques de Trump ao voto pelo correio e dizer que é errado um rico sonegar imposto. Tudo isso ajuda, mas a única chance deles no Senado é pedir que o eleitor não dê um cheque em branco a Biden. É exatamente isso o que ele terá se Trump continuar arrastando os senadores republicanos para baixo.

* É COLUNISTA E SE IDENTIFICAVA COMO ELEITORA DO PARTIDO REPUBLICANO ANTES DA ERA TRUMP 

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