AP Photo/Ricardo Mazalan
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Analista político Rosendo Fraga chega a SP e fala sobre início do governo Macri

Em evento promovido pela Câmara de Comércio Argentino Brasileira, especialista falou sobre os primeiros desafios do novo presidente da Argentina quanto à política e economia

Jéssica Otoboni, O Estado de S. Paulo

14 Abril 2016 | 17h15

O analista político e historiador argentino Rosendo Fraga esteve em São Paulo nesta quinta-feira, 14, na Demarest Advogados para comentar os primeiros 100 dias do governo do presidente da Argentina, Mauricio Macri. O evento, promovido pela Câmara de Comércio Argentino Brasileira, contou com a presença de empresários brasileiros e argentinos e jornalistas.

Fraga falou sobre a situação atual no território argentino e afirmou que, com a chegada de Macri ao poder, houve “uma mudança de ciclo político, do kirchnerismo para o macrismo”. O analista também comentou as alterações econômicas, como as que envolveram o câmbio, os impostos sobre as exportações e as relações exteriores.

Fraga explicou que Macri faz parte de uma nova geração de políticos, que não conviveu com a violência política dos anos 1970 e que a política argentina se reescreveu com a sua chegada à Casa Rosada. “Essa é a primeira vez, desde 1917, que vence as eleições alguém que não vem do radicalismo ou peronismo”, destacou.

Ele afirmou que o primeiro desafio político do novo presidente é institucional e político, e que Macri precisa fazer “o governo funcionar sem o peronismo”. Além disso, o líder da Argentina precisa lidar com um conflito social, com um Congresso mais difícil de dialogar e com o impacto das investigações sobre corrupção.

No evento, Rosendo Fraga qualificou o chamado Panama Papers - lista de personalidades com companhias abertas em paraísos fiscais - de “golpe de má sorte”, já que Macri é, segundo o analista, o único presidente da América Latina envolvido no escândalo. E também afirmou que apesar de Cristina Kirchner não ser mencionada no caso, ela está mais comprometida com outras acusações do que Macri.

Ao fim do evento, Fraga destacou que uma discussão clássica na Argentina é a respeito das causas da inflação no país. Com relação ao Mercosul, ele disse que o bloco precisa de um “impulso” para sair da situação em que se encontra nesse momento e “melhorar”.

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