Khaled Al-Hariri/Reuters
Khaled Al-Hariri/Reuters

Analistas creem em permanência de Assad

Longo processo de mudança política reduziria risco de queda do governo de líder sírio no curto prazo

Gustavo Chacra, O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2011 | 00h00

CORRESPONDENTE / NOVA YORK

 

Com analistas indicando que seu regime não corre risco no curto prazo, o líder sírio, Bashar Assad, reuniu milhares de pessoas em ato a seu favor em Damasco, enquanto suas forças seguiam massacrando a população e provocando uma onda de refugiados em direção à Turquia.

 

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Na avaliação de Joshua Landis, professor da Universidade de Oklahoma e mais respeitado analista de Síria nos EUA, "será um processo longo e Assad ainda não corre risco", existindo a possibilidade de ele conseguir se manter no cargo por anos, como Saddam Hussein. "Mas a diferença é que ele não possui petróleo como o iraquiano." Nesse caso, o apoio do Irã e da Arábia Saudita seria fundamental.

Paul Salem, do Carnegie Middle East Center, em Beirute, afirma "que o melhor cenário seria o de implementação de reformas rápidas e fundamentais". "Já o pior seria a Síria rumando para uma guerra civil", disse o especialista - como já ocorreu no Líbano e Iraque, onde também existe divisão sectária. Em análise distribuída a fundos de investimento, a consultoria de risco Eurasia avalia que "Assad não corre risco no curto prazo, mas a continuação dos protestos aumenta os riscos no médio prazo".

 

Grupo pede início de retirada do Afeganistão

 

Uma carta assinada por 27 senadores e 11 generais da reserva foi entregue a Barack Obama para que ele inicie a retirada fas tropas americanas do Afeganistão no mês que vem. O argumento é que, nos dez anos de guerra, os objetivos da operação foram alcançados. "Escrevemos para expressar nosso forte apoio ao início de uma substancial redução das forças dos EUA no Afeganistão", escreveram. Nos próximos dias, Obama deve tomar uma decisão, mas membros de seu governo avaliam a retirada agora como precipitada. / G.C.

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