Analistas dizem que alternativa é viável

Apesar de não apostar no sucesso das iniciativas negociadas e acreditar que esse processo possa unificar as facções palestinas Fatah e Hamas, a proposta é vista com bons olhos por analistas israelenses.

Nathalia Watkins, O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2010 | 00h00

"A forma de resistência à ocupação israelense chamada Intifada Branca faz sentido e pode obter resultados concretos. Mas, para isso, é preciso manter o comportamento pacífico em todas as formas de resistência. Atirar pedras não é não-violência", disse Yaakov Bar-Siman Tov, especialista em resolução de conflitos da Universidade Hebraica de Jerusalém. Segundo ele, esse controle da violência é praticamente impossível em uma sociedade ideologicamente dividida.

"O sucesso da resistência pacífica na Índia não poderia servir de exemplo para a região por se tratar de um conflito entre dois povos pela mesma terra, e não entre uma colônia e seu colonizador", explica Eyal Zisser, analista político da Universidade de Tel-Aviv.

Já Abdul Rahman Ibrahim, da Universidade Birzeit, aponta outros motivos para a adoção da resistência pacífica. "Não temos armas, Exército ou uma economia forte. Por isso, o apoio popular à proposta está crescendo. Os maiores obstáculos para a adoção da não-violência são o tempo e paciência necessários para alcançar resultados.

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