Anarquistas queriam se vingar de Chile e Suíça, dizem autoridades

Embaixadas em Roma receberam pacotes-bomba na quinta; dois ficaram feridos

Associated Press

24 de dezembro de 2010 | 14h54

ROMA - O grupo anarquista que enviou bombas para as embaixadas da Suíça e do Chile em Roma na quinta-feira queria se vingar desses países por se posicionarem contra o movimento, afirmou uma autoridade de segurança italiana nesta sexta-feira, 24.

 

Dois funcionários, um de cada embaixada, ficaram feridos com os pacotes-bomba, que explodiram no momento em que foram abertos. Os incidentes fizeram com que a polícia de Roma fizesse busca em todas as outras representações diplomáticas da cidade, mas nenhum outro explosivo foi encontrado.

 

O chileno perdeu dois dedos e corre o risco de perde a visão de um dos olhos, enquanto o suíço sofreu graves ferimentos em uma das mãos e pode perdê-la. Nenhum deles corre risco de vida.

 

Alfredo Mantovano, subsecretário do Ministério do Interior, disse na rádio estatal que a política antiterrorismo afirmou que a embaixada da Suíça foi alvo do ataque por causa da cooperação do país com a Itália em operações de anarquistas nas duas nações europeias.

 

Já a representação chilena recebeu o outro pacote porque foi no Chile que morreu um anarquista que "virou uma espécie de mito" para o grupo. Mauricio Morales, o anarquista, morreu em 2009, quando uma bomba que levava na mochila explodiu.

 

Mantovano disse que as medidas de segurança foram reforçadas perto dos "possíveis alvos", incluindo embaixadas, centros de detenções e delegacias. O envio das bombas foi assumido pelo grupo chamado Federação Anarquista Informal.

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