Anfíbio gigante dos EUA chega ao Rio em viagem inaugural

USS America vem ao País para série de exercícios conjuntos com aMarinha do Brasil

ROBERTO GODOY, O Estado de S.Paulo

06 de agosto de 2014 | 02h03

Longo como dois campos de futebol e alto como um prédio de dez andares, o poderoso navio anfíbio de assalto USS America, chegou ontem ao Rio. A embarcação participará nos próximos dias de atividades combinadas com a Marinha do Brasil.

O programa de desenvolvimento e construção, que envolve dois navios, é avaliado em US$ 6,5 bilhões.

O América, de 45 mil toneladas, é um novo conceito em recursos navais - feito para cumprir missões expedicionárias, leva uma força de intervenção completa: até 2.746 militares, entre marinheiros e fuzileiros, e mais uma frota de helicópteros armados, de quatro diferentes modelos, aeronaves MV-22 Osprey de asas reclináveis (uma composição da capacidade dos aviões e helicópteros). O poder de fogo principal é garantido por 20 avançados caças F-35 de decolagem vertical.

A força de assalto é transportada pelos esquadrões aéreos. O navio não tem grupos blindados, segundo o fabricante, o estaleiro Hunttington Ingalls Industries, de Pascagoula, no Estado do Mississippi. A empresa está produzindo a segunda unidade da classe, o USS Tripoli, ao custo aproximado de US$ 2,4 bilhões.

Hospital. O navio é novo em folha e está fazendo sua viagem de inauguração. Passou por Cartagena, na Colômbia, antes de vir ao Brasil. Na região, fará escalas técnicas no Peru e no Chile, antes de seguir para sua base regular, em San Diego, Califórnia.

O USS America pode cumprir tarefas humanitárias apenas de forma reduzida. Para abrir espaço necessário à operação dos jatos F-35 e dos grandes Osprey, o convés de serviço, que abriga as facilidades do sofisticado hospital de bordo, foi reduzido. O número exato de feridos e vítimas que podem ser recebidos não é conhecido. O USS America funciona como Centro de Comando e Controle de longa distância. É protegido por um sistema de mísseis e artilharia de precisão.

No mercado internacional de equipamentos de Defesa, o novo navio de assalto tem um forte concorrente, o francês Mistral - comprado pela Rússia. Trata-se de uma máquina de guerra de 32 mil toneladas feita para projetar poder. Transporta uma força múltipla - combatentes, blindados, tanques, helicópteros, lanchas e mísseis - até qualquer ponto do planeta. Cada navio custa cerca de US$ 750 milhões. Os meios do Mistral permitem o lançamento de 1.400 combatentes, 280 veículos e 30 helicópteros em qualquer cenário.

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