AFP PHOTO / TOBIAS SCHWARZ
AFP PHOTO / TOBIAS SCHWARZ

Angela Merkel confirma que concorrerá a 4º mandato

Líder conservadora, vista como uma força estabilizadora, diz que pensou infinitamente na candidatura; pesquisa divulgada neste domingo pelo jornal Bild mostra que 55% dos alemães apoiam uma possível reeleição de Merkel

O Estado de S. Paulo

20 de novembro de 2016 | 18h30

BERLIM - A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, da União Democrata-Cristã (CDU), anunciou neste domingo, 20, que se candidatará a um quarto mandato consecutivo nas eleições que serão realizadas em 2017. Apesar do revés causado por sua política de portas abertas com relação aos imigrantes, a líder conservadora de 62 anos disse que concorrerá novamente, encerrando meses de especulações. 

“Eu pensei sobre isso por um tempo infinitamente longo. A decisão de concorrer a um quarto mandato - depois de 11 anos no cargo - é tudo, menos trivial”, disse Merkel em uma entrevista coletiva, depois de uma reunião com os principais líderes da CDU. A conservadora é amplamente vista como uma força estabilizadora na Europa em meio à incerteza após a votação do Reino Unido para deixar a União Europeia e como um bastião de valores liberais ocidentais após a eleição de Donald Trump como o próximo presidente dos Estados Unidos.

Merkel, que conduziu a maior economia da Europa através da crise financeira da zona do euro, ganhou respeito internacionalmente por, entre outras coisas, seus esforços para tentar resolver o conflito na Ucrânia. Na semana passada, o presidente americano, Barack Obama, a descreveu como uma das mais importantes aliadas da Casa Branca.

A chanceler alemã, presidente da CDU desde 2000, chegou ao poder na Alemanha em 2005, após vencer nas urnas o então chanceler Gerhard Schroeder, do Partido Social-Democrata (SPD). Após 11 anos no cargo, Merkel é a líder da União Europeia com mais experiência no governo e todos os focos estão nela após a vitória de Trump nos EUA.

Escolhida há seis anos como mulher mais poderosa do mundo pela revista Forbes, Merkel foi elevada pelo The New York Times como a possível última defensora do mundo livre ocidental após o fim da era Obama. A chanceler, porém, reiterou que muitos líderes compartilham dos mesmos valores e princípios que questionam a crescente corrente populista mundial.

Segundo uma pesquisa divulgada neste domingo pelo jornal Bild, 55% dos alemães apoiam uma possível reeleição de Merkel, um aumento de 13 pontos porcentuais em relação ao levantamento de agosto. A chanceler vence até mesmo entre eleitores do SPD, com 54% das intenções de voto. Se as eleições fossem hoje, segundo pesquisa do Instituto Emnid, a CDU e os aliados da CSU teriam 33% dos votos, 9 pontos a mais que o SPD.

Completariam o Parlamento os Verdes, com 12%, e a Esquerda, com 9%. Já os populistas de extrema-direita da Alternativa para a Alemanha (AfD) teriam 13% dos votos. Outro grupo que voltaria à Câmara Baixa é o Partido Liberal Democrático, com 5% das intenções de voto. /REUTERS e EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.