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Após meses de negociações políticas, Merkel é reeleita para quarto mandato

Resultado da votação reflete as dificuldades enfrentadas para conseguir formar a coalizão; chanceler liderará um país sacudido pela ascensão da extrema direita

O Estado de S.Paulo

14 Março 2018 | 07h01
Atualizado 14 Março 2018 | 08h13

BERLIM - Os deputados alemães reelegeram nesta quarta-feira, 14, Angela Merkel como chanceler para um quarto mandato após seis meses de incerteza e negociações para conquistar uma maioria parlamentar.

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Dos 688 votos válidos, 364 deputados se expressaram a favor da reeleição na votação secreta, 9 a mais que o necessário, mas 35 a menos que a maioria teórica de 399 deputados conservadores e social-democratas. O resultado da votação reflete as dificuldades políticas enfrentadas para conseguir formar a coalizão.

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A eleição de Merkel coloca um fim na ampla busca pela maioria parlamentar, nunca vista na Alemanha democrática, que acabou renovando a coalizão da União Democrata-Cristã (CDU) - da chanceler - e da União Social-Cristã (CSU) com o Partido Social Democrata (SPD), de centro-esquerda.

Merkel liderará um país sacudido pela ascensão da extrema direita do partido Alternativa para Alemanha (AfD), que após as eleições de setembro se converteu na primeira força da oposição, com 92 deputados.

Muitos analistas acreditam que este será provavelmente o último mandato de Merkel. O SPD fará um balanço da coalizão dentro de 18 meses. "É possível que esta coalizão não dure quatro anos", disse uma fonte próxima à chanceler que não quis se identificar.

O ministro designado de Finanças, Olaf Scholz, prometeu que os aliados vão "trabalhar juntos e governar corretamente". / AFP

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