AFP PHOTO / UNHCR / LESLIE KNOTT
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Angelina Jolie visita centros de registro e amparo de refugiados na ilha grega de Lesbos

Atriz também se reuniu com o primeiro-ministro grego Alexis Tsipras para discutir a crise migratória na região

O Estado de S. Paulo

18 de março de 2016 | 09h41

ATENAS - A atriz Angelina Jolie visitou na quinta-feira os centros de registro e amparo de refugiados de Moria e Kara Tepe, na ilha grega de Lesbos, em seu trabalho como embaixadora da boa vontade do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur). A região, que neste momento abriga mais de 4,8 mil refugiados, é considerada porta de entrada da Europa para imigrantes vindos da Turquia.

Em seu segundo dia de visita na Grécia, a atriz americana se informou sobre o processo de identificação e registro que é realizado com todos que chegam ao litoral grego e visitou as famílias de refugiados e menores de idade que viajam sem acompanhantes.

Segundo alguns veículos de comunicação locais, Angelina prometeu voltar à Ilha do Egeu durante as férias com sua família.

Na quarta-feira, a atriz visitou os acampamentos improvisados do porto do Pireo, onde há 4 mil pessoas, e Idomeni, o acampamento fronteiriço com a Macedônia, no qual 10,5 mil pessoas vivem com a esperança de que a fronteira seja aberta.

Há duas semanas, os refugiados não podem sair da Grécia, pois a Macedônia fechou sua fronteira. Cerca de 45 mil pessoas estão bloqueadas em território grego.

A atriz também visitou o centro de inscrições de Moria, onde conversou com famílias de refugiados sírios.

Além disso, ela se reuniu com o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, com quem discutiu a crise de refugiados. "A situação é muito difícil, especialmente na fronteira norte. Sei que a senhora visitou os centros de recepção no Pireo. A situação é melhor lá", disse Tsipras ao recebê-la.

Angelina não fez declarações públicas em toda a sua viagem. Em um comunicado, limitou-se a explicar que o objetivo de seu deslocamento era contribuir para a aceleração da adoção de "meios para enfrentar esta crise humanitária que está se agravando".

A visita ocorreu pouco depois de o conflito sírio completar cinco anos e no mesmo dia em que começou a cúpula que pretende aprovar um acordo entre a União Europeia e Turquia para a devolução dos refugiados que entrarem em território europeu de maneira ilegal.

Aproximadamente 850 mil pessoas entraram na Grécia procedentes da Turquia em 2015 e outras 143 mil chegaram na região desde janeiro. /EFE e AFP

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