Angelina Jolie visita crianças sírias no Líbano

A atriz e enviada especial das Nações Unidas (ONU) Angelina Jolie fez uma visita surpresa ao Líbano para chamar a atenção para os desafios enfrentados por milhares de crianças refugiadas sírias e para o deslocamento maciço criado pelo conflito na Síria.

Agência Estado

24 de fevereiro de 2014 | 13h01

Durante uma visita de três dias, a atriz visitou crianças desacompanhadas que vivem no leste do Bekaa Valley, onde reside a maior parte dos refugiados sírios mais pobres no Líbano, como Enviada Especial para Refugiados da ONU. As 3,5 mil crianças ficaram órfãs ou foram separadas de suas famílias enquanto fugiam para o Líbano.

Cerca de 2,5 milhões sírios se tornaram refugiados e outros 4,2 milhões foram deslocados dentro da Síria desde que começou o levante contra o presidente Bashar Assad, o equivale a cerca de um terço do população pré-guerra do país, estimou a ONU.

"Encontrar essas crianças foi uma experiência de cortar o coração", disse Angelina em uma nota emitida por intermédio da ONU. "Elas perderam suas famílias e sua infância foi sequestrada pela guerra. São tão jovens, mas carregam os fardos de sua realidade como se fossem adultos." O Líbano, vizinho da Síria, absorveu quase 1 milhão de refugiados, inchando a população do país em 20%.

Durante a visita, Jolie pediu à comunidade internacional para assegurar a

implementação de uma recente resolução da ONU pedindo que a assistência humanitária chegasse aos civis sírios. No sábado, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou uma resolução exigindo acesso imediato à ajuda humanitária em todos os lugares da Síria. A resolução não ameaça com sanções, mas expressa a intenção do conselho de tomar "novas medidas" se não for implementada.

Jolie disse que a sua visita também era para agradecer ao Líbano por receber os refugiados. "A generosidade e solidariedade demonstradas pelo Líbano e pelos libaneses para com o vizinho serve como um exemplo para o mundo, ao qual todos nós devemos ser gratos. Precisamos ajudá-los a carregar esse fardo", disse Angelina.

Na Síria, ativistas disseram que aviões militares atingiram uma cidade controlada por rebeldes perto de Damasco, após forças do governo intensificarem esforços para subjugar comunidades mantidas pela oposição em torno da capital.

Um ativista que usa o nome Mamoun Abu Saker disse que três ataques tinham como alvo casas na cidade de Nashabiyeh na segunda-feira. Ele afirmou que pelo menos quatro pessoas foram mortas e outras ainda estavam sob os escombros. O grupo de oposição Observatório Sírio para os Direitos Humanos, com sede na Grã-Bretanha, confirmou os bombardeios, mas não as mortes. O Observatório conta com uma rede de ativistas na Síria. Fonte: Associated Press.

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