Angola renova acordo com Brasil para fornecimento de armas

A chancelaria do governo de Angola comunicou hoje ao parlamento, em Luanda, a renovação do acordo de off set (de troca) com o Brasil que abre uma linha de crédito lastreada na troca com importações de óleo cru pela Petrobrás, no valor máximo de US$ 10 milhões anuais para compra de armas leves e equipamentos de apoio para as forças armadas e policiais. Desde a independência da ex-colônia portuguesa, em 1975, empresas brasileiras do setor de defesa têm fornecido a Angola equipamentos diversos. O exército angolano emprega caminhões para transporte de tropas, blindados leves sobre rodas, fuzis, metralhadoras, pistolas, granadas, foguetes ar-terra, munições variadas - inclusive de artilharia - e propelentes feitos em São Paulo. As armas mais leves destinadas à polícia (revólveres calibre 380S) e coletes à prova de tiro são produzidos no Rio Grande do Sul. As autoridades de Angola gastam habitualmente parte do crédito em fardas, coturnos e rações pré-cozidas. O acordo binacional foi aditado para permitir a incorporação à lista de produtos de kits médicos de primeiros socorros em campanha, sistemas de comunicações e serviços de upgrade tecnológico para equipamentos militares. Angola vive uma guerra civil que já dura mais de 25 anos.

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