Anistia acusa EUA de ferir direitos em Guantánamo

O tratamento dispensado aos prisioneiros do Taleban e da Al-Qaeda na base americana de Guantánamo (Cuba) fere os direitos humanos, afirma um memorando da Anistia Internacional divulgado hoje em Londres.No documento de 62 páginas enviado ao governo dos Estados Unidos, a AI também acusa Washington de violar leis internacionais ao impedir que os detidos tenham acesso a advogados. A embaixada dos EUA em Londres se negou a comentar o memorando.Os prisioneiros começaram a chegar à base americana em Cuba em 11 de janeiro deste ano. Segundo militares americanos, cerca de 300 pessoas de 33 países estão sendo mantidas presas em Guantánamo.Todos os prisioneiros são suspeitos de ligações com o antigo regime afegão do Taleban e com a rede terrorista Al-Qaeda, de Osama bin Laden, principal suspeito, segundo os EUA, pelos atentados de 11 de setembro em Washington e Nova York."O governo dos EUA deve assegurar que todas as ações em relação àqueles mantidos sob sua custódia no Afeganistão e na base de Guantánamo sejam tratados de acordo com as leis internacionais", afirma o memorando da AI.

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