Anistia condena ''violações'' na Venezuela

LONDRES

, O Estado de S.Paulo

13 de maio de 2011 | 00h00

A Anistia Internacional criticou ontem a repressão a opositores e ativistas de direitos humanos na Venezuela. A ONG desferiu duras críticas ao governo do presidente Hugo Chávez em seu relatório anual sobre violações ao redor do mundo. "Críticos do governo foram processados por motivos políticas, aparentemente com o objetivo de silenciá-los", afirmou a Anistia Internacional. As acusações se referem a 2010.

Entre os exemplos das arbitrariedades cometidas pelo governo Chávez, a ONG cita a prisão sob "falsas acusações" de Oswaldo Álvarez Paz, opositor e ex-governador do Estado de Zulia. Guillermo Zuloaga, proprietário do canal de TV Globovisión, e Wilmer Azuaje, candidato da oposição ao governo do Estado de Barinas, também seriam alvo de perseguição política.

O relatório também condena a detenção por quatro meses de Richard Blanco, prefeito de Caracas, "acusado sem motivo de incitação à violência". O relatório constata ainda que, no ano passado, "continuaram os ataques e as ameaças contra defensores dos direitos humanos" em um clima de impunidade que marcou também as "denúncias de participação da polícia em homicídios e desaparecimentos forçados".

Outros países. O relatório da Anistia Internacional também diz que Cuba continua restringindo a liberdade de expressão, associação e reunião na ilha, mas reconheceu que Havana libertou 43 presos políticos em 2010. Os EUA foram denunciados pelas detenções por tempo indeterminado em Guantánamo e no Afeganistão e por um sistema de pena capital defeituoso. A AI também criticou a Argentina pelos obstáculos legais e a repressão policial. / EFE e AP

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