Anistia critica governo americano

Os Estados Unidos não lideram mais a defesa internacional dos direitos humanos e às vezes sacrificam suas preocupações por questões políticas, expressou nesta quarta-feira o braço norte-americano da Anistia Internacional. "Não temos líderes proeminentes no governo capazes de fazer ser ouvido nosso pedido por direitos humanos", disse William Schulz, diretor-executivo da Anistia Internacional Estados Unidos. "Em vez disso, temos um governo norte-americano que abdicou de sua tarefa de liderar." Ao apresentar o relatório anual da instituição, Schulz disse que o que mais desaponta o grupo é a diminuição da liderança dos EUA na questão dos direitos humanos. Como exemplo, ele citou o fracasso norte-americano ao tentar ratificar uma convenção para proibir as minas terrestres, além da oposição do governo à criação de um tribunal internacional permanente para julgar crimes de guerra. "Não foi por milagre que os Estados Unidos foram excluídos da Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas", declarou Schulz. "Aquela derrota foi acelerada pela diminuição da influência norte-americana e pelos diferentes pesos e medidas aplicados por diversos governos e congressos de acordo com sua conveniência."

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