Anistia critica violência contra mulher na A.Latina--relatório

A violência contra as mulheres econtra os defensores dos direitos humanos continua sendo umgrave problema na América Latina, disse na quarta-feira orelatório anual da Anistia Internacional, que dá destaque aabusos em países como Brasil, México e Venezuela. Guadalupe Marengo, diretora-adjunta do programa para asAméricas da Anistia, disse que "a violência contra as mulherescontinua sendo sistemática em toda a região", o que incluitambém os Estados Unidos. "Há novas legislações no México e na Venezuela, mas faltamrecursos e vontade política para que se cumpram", disse ela àReuters por telefone. No ano em que se celebra o 60o aniversário da DeclaraçãoUniversal dos Direitos Humanos, agressões contra ativistasseguem ocorrendo na América Latina. No México, vários deles foram assassinados como parte daguerra entre quadrilhas de traficantes, que já tem um saldo de2.500 mortos, segundo o relatório. Marengo disse que há ataques contra ativistas também noBrasil, na Guatemala, na Venezuela e em países andinos comoPeru e Equador, onde defensores do meio ambiente enfrentaramrepresálias por denunciarem abusos de mineradoras. O relatório critica também a situação precária da segurançapública na América Latina. "Todos temos o direito de desfrutara liberdade e a segurança nas nossas vidas. Os Estados têm aobrigação de garantir esse direito", disse Marengo. No caso das favelas cariocas, segundo ela, os moradoresvivem "aterrorizados" tanto por bandidos quanto por policiais."As forças de segurança estão ali para proteger, não paraaterrorizar", afirmou. A Anistia apontou também um aumento nos homicídios comarmas de fogo na Venezuela, apesar do controle de armas emvigor no país. Em 2007, foram registrados 9.568 homicídiosdesse tipo, um aumento de 850. Quanto a Cuba, a Anistia observa que o regime comunistacontinua prendendo e intimidando dissidentes, mas demonstradisposição em dialogar e assinar tratados internacionais dedireitos humanos. Com relação aos Estados Unidos, o relatório critica amanutenção de presos sem acesso à Justiça em Guantánamo e o usoda tortura contra suspeitos, além da recusa em assinar tratadosinternacionais contra essa prática. "Um país como os Estados Unidos deveria ser um exemplo emdireitos humanos para a região", disse Marengo.

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