Anistia diz que governo hondurenho persegue oponentes

O grupo de direitos humanos Anistia Internacional afirma que os manifestantes que exigem o retorno do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, estão sofrendo abusos. Segundo um relatório da entidade divulgado hoje, centenas de pessoas têm sido espancadas e detidas sob o governo interino.

AE-AP, Agencia Estado

19 de agosto de 2009 | 20h54

A organização disse que seus monitores visitaram uma prisão onde dezenas de pessoas foram detidas por várias horas após um protesto. Segundo a entidade, muitas apresentavam arranhões e outros ferimentos feitos por policiais. A polícia também deteve e espancou jornalistas e ativistas de direitos humanos durante manifestações, disse o grupo. A polícia nega que tenha usado força excessiva contra manifestantes.

O relatório coincide com a visita da Organização dos Estados Americanos (OEA) a Honduras, que vai investigar as acusações de abusos e intimidações contra manifestantes e meios de comunicação. A OEA planeja enviar, mais tarde, uma delegação de seis ministros de Relações Exteriores para tentar negociar a volta de Zelaya ao cargo de presidente. O presidente foi enviado para o exílio após um golpe no dia 28 de junho.

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