Anistia diz que Israel cometeu crimes de guerra em Gaza

A Anistia Internacional acusou Israel nesta quarta-feira de cometer crimes de guerra durante o confronto na faixa de Gaza neste ano, afirmando que houve uma "indiferença insensível" nos ataques aos lares de famílias na área costal densamente povoada.

Estadão Conteúdo

05 de novembro de 2014 | 09h36

Em relatório divulgado nesta quarta-feira, a entidade afirma que "as forças de Israel mataram dezenas de civis palestinos em ataques que tinham por alvo casas de famílias, que em alguns casos equivalem a crimes de guerra".

Em resposta, o ministério de Relações Exteriores de Israel rejeitou as conclusões do estudo e afirma que o grupo de Direitos Humanos tem "ignorado crimes de guerra perpetrados pelo Hamas".

"O relatório não menciona a palavra terror em relação ao Hamas ou outros grupos armados palestinos, nem menciona os túneis construídos pelo Hamas para se infiltrar em Israel e perpetrar ataques terroristas", afirmou o ministério em nota.

O diretor da Anistia Internacional para Oriente Médio e norte da África, Philip Luther, afirma que o documento "expõe um padrão de ataques a residências civis por forças de Israel, que demonstraram uma negligência chocante pela vida dos civis palestinos, que não recebiam avisos e não tinham chances de fugir".

A guerra na faixa de Gaza deixou mais de 2,1 mil palestinos mortos, incluindo diversos civis, segundo o governo e autoridades da Organização das Nações Unidas (ONU). Israel, por sua vez, afirma que o número de militantes foi muito maior que o de civis e acusa o grupo Hamas de utilizar cidadãos como escudos humanos. Do lado israelense, 66 soldados e seis civis morreram no confronto. Fonte: Associated Press.

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