Anistia espera que Obama defenda direitos homossexuais na África

Presidente dos EUA vai viajar ao continente nesta semana e deve visitar Senegal, África do Sul e Tanzânia

O Estado de S. Paulo,

25 Junho 2013 | 16h26

JOHANESBURGO - A Anistia Internacional disse nesta terça-feira, 25, esperar que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, use sua viagem à África nesta semana para discursar contra as ameaças a gays e lésbicas que estão chegando a níveis perigosos no continente.

O grupo de direitos humanos divulgou um relatório intitulado "Fazendo do Amor um Crime: a Criminalização das Condutas de Mesmo Sexo na África Subsaariana", um alerta que os governos no continente estavam endurecendo as penalidades contra homossexuais.

Obama tem defendido abertamente o avanço dos direitos dos homossexuais no exterior e instruiu diplomatas dos EUA e funcionários humanitários a trabalhar nessa frente.

A Anistia afirmou que espera que o presidente discurse contra a perseguição de homossexuais quando fizer sua visita à África, com paradas no Senegal, África do Sul e Tanzânia. "Seu silêncio seria visto com indiferença ao sofrimento deles", disse Adotei Akwei, da Anistia Internacional dos EUA e especialista em África, em comunicado que acompanhava o relatório.

Segundo o documento da Anistia, a conduta homossexual consensual é considerada crime em 38 países na África Subsaariana, com alguns buscando elaborar novas leis para aumentar as penalidades. Senegal e Tanzânia, que Obama visitará, estão entre os países que criminalizam a homossexualidade.

A África do Sul tem persistentemente um número elevado de estupros e assassinatos em sua comunidade de gays e lésbicas, segundo a Anistia./ REUTERS

 

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